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O termo “população” é usado em estatística num sentido um pouco diferente do que é usado na linguagem do dia a dia. Uma população não está limitada a uma população de pessoas, mas pode se referir a qualquer conjunto de objetos: famílias, países, fatos sociais. Ao conjunto de entes portadores de, pelo menos, uma característica comum denomina-se população estatística ou universo estatístico. Como em qualquer estudo estatístico temos em mente pesquisar uma ou mais características dos elementos de alguma população, esta característica deve estar perfeitamente definida. E isto se dá quando, considerado um elemento qualquer, podemos afirmar, sem ambiguidade, se esse elemento pertence ou não à população. É necessário, pois, existir um critério de constituição da população, válido para qualquer pessoa, no tempo ou no espaço. Este critério deve ser objetivo, e ser seguido com rigor. Na maioria das vezes, por impossibilidade ou inviabilidade econômica ou temporal, limitamos as observações referentes a uma determinada pesquisa a apenas uma parte da população. A essa parte proveniente da população em estudo denominamos amostra. Uma amostra é um subconjunto finito de uma população. Através da amostra poderemos inferir as conclusões do estudo para toda a população, desde que a amostra seja adequadamente obtida. Em saúde, o trabalho com amostras é essencial. Na avaliação de saúde de um indivíduo, retira-se uma amostra de sangue ou urina para exame, e, pelos resultados, infere-se o que ocorre em todo o organismo. Quando se experimenta uma receita não é necessário experimentar toda a preparação, uma parte já basta. Em saúde coletiva, em geral, trabalha-se com uma amostra de indivíduos para conhecer a saúde da população.
