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Uma discussão sobre Piaget na construção do senso de obediência à norma com base nos conceitos de respeito e reconhecimento. Moral - 04:00 Respeito - 04:30 - Reconhecimento - 18:29 "Na teoria de Piaget, o respeito é o sentimento fundamental que permite o desenvolvimento do julgamento moral. Faz-se necessário enfatizar o estudo sobre sua gênese. Para Piaget (1932/1994), o respeito é um sentimento que se constrói em função das trocas que a criança estabelece com o meio social e decorre de dois tipos de relações sociais: a coação e a cooperação. No início da relação da criança com os outros, no período sensório-motor, não há normas, apenas regularidades que não são sentidas como obrigatórias. Para que uma norma se torne obrigatória, é preciso que haja um sentimento de respeito entre os indivíduos, e, no princípio, este é um sentimento atribuído principalmente à pessoa. As normas, os valores, as opiniões dos mais velhos têm valor absoluto para a criança, chegando inclusive a haver uma veneração à palavra da autoridade. A primeira forma de respeito que pode ser notada no desenvolvimento de todo ser humano é o respeito unilateral. (...) Respeitar o outro é poder se colocar no ponto de vista desse outro e sua escala de valores. A substituição recíproca das escalas de valores é a expressão máxima de um respeito mútuo. É a moral da reciprocidade, quando o ponto de vista do outro é considerado e há compreensão de que ninguém é livre para mentir, quebrar promessas ou agir irrefletidamente; há, portanto, autonomia e moralidade. Piaget (1932/1994) considera necessário o desenvolvimento de uma autonomia intelectual e de uma autonomia moral, pois ambas sustentam o respeito mútuo, que, concomitantemente, sustenta o respeito a si próprio e o reconhecimento do outro. Para que as realidades morais se constituam, é importante que os indivíduos estabeleçam relações sociais, pois podem propiciar que se estabeleçam as normas. Como o respeito é um sentimento que se constrói nas trocas que a criança estabelece com o meio social, este torna-se necessário por possibilitar ao sujeito compreender e transformar em normas os equilíbrios funcionais de toda a atividade mental. Contudo, a sociedade não é única – é formada por um conjunto de relações sociais, que podem ser construídas por vínculos afetivos. Partindo desses pressupostos, pode-se considerar que existe uma indissolúvel relação entre inteligência e afetividade, desejo e conhecimento, desenvolvimento cognitivo e desenvolvimento moral. " Fonte: Volume 5 Número 2 – Ago-Dez/2013 57 www.marilia.unesp.br/scheme pdf completo: https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/scheme/article/download/3572/2761
