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Formalmente, o custo de capital é a taxa de retorno que uma empresa deve conseguir nos projetos em que investe para manter seu valor de mercado. O custo de capital funciona como vínculo básico entre as decisões de investimento de longo prazo da empresa e a riqueza dos proprietários, determinada pelos investidores no mercado. No LP, a empresa deve fazer investimentos que maximizem seu valor. Assim, o custo de capital é o ‘número mágico’ usado para decidir se um investimento proposto permitirá aumentar ou reduzir o valor da empresa. Os custos relevantes são medidos depois do IR, é claro se esse afetar o resultado da empresa, como veremos que é ocaso do capital de terceiros. Conclusivamente a maximização do lucro da empresa só pode ser conseguido quando a esta aceita projetos que oferecem retornos superiores ao seu custo médio ponderado de capital. Desse modo o custo de capital de terceiros é a ponderação dos custos de todos os financiamentos, empréstimos, debentures e bonds emitidos. Já o custo de capital próprio pode ser medido pelo custo de financiamento com capital próprio: retenção de lucros e novas emissões de ações . Há 2 maneiras diferentes de estimar o custo de capital próprio: o modelo de avaliação com crescimento constante e o modelo de formação de preços de ativos (CAPM). Nos nosso estudos vamos utilizar o CAPM. O CAPM difere dos modelos de avaliação com crescimento constante no sentido de que considera explicitamente o risco da empresa, refletido em seu beta. Ou seja, se a empresa tiver um risco zero, o custo de capital será a taxa de juros média de mercado. Entretanto, se a empresa apresentar risco, e todas têm, a taxa de juros média de mercado será acrescida de um prêmio, medido pelo risco da empresa. O risco sempre será medido pela volatilidade das ações da empresa na bolsa, quando comparada a um determinado benchmarking. Esse risco é chamados de Beta.
